Hotelaria na Nova Zelândia: Auckland e Wellington

Acabei de voltar da Trenz 2019, a maior feira de viagens da Nova Zelândia, este ano realizada em Rotorua, cidade termal na Ilha do Norte. O número de visitantes brasileiros tem crescido nos últimos três anos, por conta do voo direto Auckland-Buenos Aires, lançado pela Air New Zealand em dezembro de 2015. Depois do evento, continuei por lá e estive em Wellington, a convite do Turismo do país, e fiquei alguns dias em Auckland.

Para ver os números e as perspectivas da Air New Zealand em relação a esta ligação direta, clique aqui. Já as metas do Tourism New Zealand estão neste link. A reportagem para a revista Panrotas pode ser lida aqui.

Auckland, maior cidade e porta de entrada no país, está passando por uma transformação recente na hotelaria de luxo, devido ao crescimento da demanda, com altas taxas de ocupação (média de 86,9%). A expectativa é de mais quatro mil quartos até 2023, em quase duas dezenas de diferentes hotéis, principalmente nas categorias quatro e cinco estrelas.

Entre eles, para meados deste ano, é aguardada a inauguração do Park Hyatt, com 190 quartos. Em 2022, será a vez do Ritz-Carlton, com 265 quartos, e do InterContinental, com 244 quartos. O grupo IHG planeja também um Hotel Indigo, com 225 quartos, para 2021.

Park Hyatt Auckland
Park Hyatt Auckland, com inauguração prevista para este ano | Foto de Carla Lencastre

Leia mais: Marcas de luxo mudam o panorama da hotelaria australiana

Em um prédio novo, em fase final de acabamento, o Park Hyatt terá 195 quartos e fica ao lado da marina do Wynyard Quarter. Antiga área industrial sem grandes atrativos, na última década o bairro passou por transformação urbanística e hoje tem ocupação mista, com novos prédios residenciais e comerciais, além de bares e restaurantes. Nesta região as construções chamam a atenção pela horizontalidade, e têm cinco ou seis andares.

O Wynyard Quarter é também o endereço do Sofitel Viaduct Harbour. O primeiro hotel a ser aberto no bairro vai completar sete anos e tem áreas comuns bem conservadas e convidativas em torno de um bonito espelho de água interno. Mas o grande trunfo da AccorHotels em Auckland é o So, com 130 quartos, inaugurado no final do ano passado.

A localização é ótima: ao lado das lojas de grife do Britomart e da Queen Street; a poucos metros do Ferry Building, de onde saem barcos para outros pontos de Auckland, e a dez minutos de caminha da SkyTower, torre símbolo da cidade, de onde é possível se jogar em um bungee jump urbano. Em tons escuros, com alguns vibrantes pontos em vermelho, o lobby com piso de mármore negro todo So transborda na categoria design arrojado. Tem um bar movimentado no lobby, o Mixo, e outro no terraço, Hiso.

Um dos quartos do M Social Auckland | Foto de Carla Lencastre

Na categoria lifestyle, gostei do M Social, onde me hospedei, em frente ao porto. Aberto a pouco mais de um ano, é uma nova e moderna bandeira do grupo britânico Millennium Hotels. Todos os 190 quartos neste hotel de 12 andares são de frente, com janelas de parede a parede e decorações únicas. Os quartos têm móveis em madeira clara em estilo escandinavo, ambientes coloridos e divertidos e detalhes de inspiração náutica, além de máquina de café expresso e muitas tomadas e entradas USB nos quartos. Oferece um bom café da manhã no bar e restaurante Beast & Butterflies, no térreo, endereço bem gostoso.

Arte e história nos hotéis de Wellington

Em Wellington, o grande destaque é o QT, marca australiana que investe pesado em design e encontrou um parceiro perfeito ao botar sua marca no já existente Museum Hotel. O nome não é retórico. O prédio abriga uma incrível coleção de arte contemporânea, com mais de uma centena de obras e ênfase em artistas neozelandeses.  Tem um bar e restaurante lindo e superconcorrido, o Hippopotamus, com janelões voltados para a marina e o porto, candelabros, dourados, espelhos, garrafas de absinto no bar. Os 63 quartos são coloridos e iluminados, e os roupões são pretos, como os do hotel em Sydney. O QT fica ao lado do fabuloso museu Te Papa, fundamental para entender um pouco a cultura maori. A rede QT Hotels está se expandindo na Nova Zelândia e tem chegada prevista para Auckland em 2020, com um hotel de 150 quartos.

Fiquei hospedada no DoubleTree by Hilton, aberto há menos de um ano. O hotel é bem localizado, quase ao lado do InterContinental e da estação do Cable Car, e perto do porto. Fica em um prédio de 1928, com sete andares e 106 quartos com décor sóbrio inspirado nos detalhes art déco originais e confortos modernos, como máquina de café expresso e muitas tomadas e carregadores USB. Espelhos e detalhes em dourado dão um toque elegante aqui e ali. Parte dos quartos laterais tem janela minúscula, colada a um prédio de escritórios. Ainda que os ambientes sejam espaçosos, a sensação é de entrar em uma caverna. O que é parcialmente compensado pelo restaurante cheio de luz no café da manhã.

DoubleTree by Hilton Wellington
Quarto do novo DoubleTree by Hilton em Wellington | Foto de Carla Lencastre

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ILTM Latin America traz novidades da hotelaria

Na semana passada, a ILTM Latin America, mais importante evento de turismo de luxo na América Latina e um dos maiores do mundo, discutiu os rumos do turismo de bem-estar e revelou as principais novidades da hotelaria internacional.

Apostando no tema #backtolife, a feira reuniu em São Paulo os mais importantes DMCs, hoteleiros, operadores, agentes de viagem e mídia do mundo, em edição recorde (foram 100 novos expositores e 100 novos agentes a mais este ano).

O evento ressaltou a importância das viagens de bem-estar e das experiências cada vez mais exclusivas e personalizadas como chave fundamental para o mercado de luxo. Afinal, só em 2017, consumidores latino-americanos gastaram quase 35 bilhões de dólares no turismo de bem-estar e este número ainda deve crescer bastante nos próximos anos.

Durante o evento, representantes das principais propriedades e grupos hoteleiros do mundo apresentaram suas adaptações frente a este novo cenário – além de inúmeras aberturas de hotéis para os próximos meses e anos, é claro.

Detalhe da piscina aquecida do novo Hyatt de Santiago. Foto Divulgação.

O grupo Hyatt anunciou seus serviços Hyatt Privé, que funcionam como uma espécie de consultor exclusivo de viagens para os mais importantes clientes do grupo, desenvolvendo para eles experiências exclusivas em cada estadia em mais de 35 destinos. Nas futuras aberturas, destacaram o Hyatt Centric San Salvador, o Andaz Palm Springs e o Park Hyatt Kyoto, para este ano, e Park Hyatt LA, Park Hyatt Niseko, Park Hyatt Los Cabos, Grand Hyatt Cayman, Park Hyatt Mexico City e Andaz Turks & Caicos para os próximos dois anos. E o grupo ainda ressaltou a importância da nova associação do programa World of Hyatt com a American Airlines para acúmulo e uso de pontos.

A rede Marriott, através de sua vice-presidente global de Vendas, Louise Bang, destacou o novo papel da hotelaria neste cenário. Com a sociedade cada vez mais consciente sobre saúde, marcas hoteleiras adotaram o bem estar como parte integral de sua missão, maximizando o design de quartos (incluindo mais espaço e espelhos inteligentes que podem guiar e interagir com os hóspedes durante seu treino), criando opções de cardápios mais saudáveis e, de caminhadas a aulas de culinária, ampliando as experiências de bem-estar para seus hóspedes.  

Com portfólio diverso de marcas tão diferentes entre si (mas com personalidades tão bem definidas), a Marriott também anunciou durante a feira mais novidades de seu novo programa Bonvoy, que agora possibilita aos hóspedes trocar seus pontos também por experiências exclusivas em cada propriedade. Das principais renovações do grupo, ganharam destaque as propriedades de Dorado Beach, Roma e Porto Rico. Nas inaugurações hoteleiras, destaque para Bulgari Shanghai, JW Marriott Maldives, W Costa Rica, W Dubai The Palms, W Aspen, W Ibiza, Hôtel de Beni Paris, Solaz Los Cabos, Matilde Palace Budapest, Times Square Edition e The West Hollywood Edition.

Detalhe do Acqualina, um hotel do portfólio da Leading Hotels of the World. Foto: Mari Campos

A Leading Hotels of the World, que agora conta com mais de 400 hotéis em 80 países (85% deles hotéis familiares e 95% administrados de forma independente), confirmou a entrada de 30 novas propriedades a seu portfólio neste 2019. Durante a coletiva de imprensa, a diretora de marketing e PR Sheila Mueller destacou o sério e longo processo para aceitação de uma nova propriedade no portfólio e como os concierges dos hotéis da Leading desempenham papel fundamental nas experiências cada vez mais exclusivas criadas para os hóspedes.

A Accor Hotels anunciou as novidades de seu novo programa ALL (Accor Live Limitless) para os próximos meses e a mudança de foco da empresa no mercado de luxo – incluindo um novo approach para a marca Sofitel, que passa a usar o slogan “the French way”. O grupo também anunciou novos investimentos na marca Pullman, que ganha novas unidades na América Latina, e destacou as futuras aberturas dos hotéis Fairmont em Los Angeles e no Rio de Janeiro (o primeiro Fairmont da América Latina), do Sofitel Cartagena, do Pullman São Conrado, do M Gallery Buenos Aires e dos novos Raffles em Dubai, Londres e Boston.

A rede Mandarin Oriental enfatizou a esperada reabertura do Mandarin Oriental Hyde Park London (sobre o qual falaremos mais aqui adiante) as aberturas da rede em Dubai, Doha, Lago di Como e Beijing (que tem os maiores quartos da cidade e já virou flagship na China). Ganhou destaque também o Mandarin Oriental Santiago (que visitei neste mês), com inauguração oficial confirmada para dezembro. A maior novidade ficou por conta do fato da rede já ter confirmada a inauguração de uma segunda unidade na América Latina, também no Chile, em Viña del Mar, nos próximos anos.

A Four Seasons, que vem investindo pesado em iniciativas de marca (como o seu muito bem sucedido private jet), enfatizou as próximas aberturas do grupo em Boston (no mais alto edifício da cidade), em Napa Valley, Filadelfia, Los Cabos, Madri, Bangkok e uma segunda unidade em Megève (Les Chalets du Mont D’Arbois).

Durante a ILTM Latin America, a BLTA (Brazilian Luxury Travel Association, que reúne em seu portfólio 34 hotéis de luxo brasileiros independentes) inaugurou um grande mural (9,7 m x 3,3 m) em parceria com o artista Fernando Garroux, o Garu, para ressaltar a diversidade e a importância de se preservar os biomas brasileiros, já que turismo de luxo e sustentabilidade são indissociáveis (dá pra ler mais sobre o mural aqui).

Dá pra ler mais sobre outras novidades e tendências reveladas na ILTM Latin America 2019 também aqui.

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Pôr do sol Arpoador Fasano Rio

Retrospectiva: melhores hotéis do meu 2018

Feliz Ano Novo! Hotel Inspectors entramos em 2019 na contagem regressiva para comemorar nosso primeiro aniversário, em março. Ano 1 do blog, enquanto o Instagram Hotel Inspectors já vai para o seu segundo ano (ainda não segue?!?). Ao longo destes dez últimos meses, publicamos 52 posts sobre temas variados (novidades no mercado hoteleiro, bares e restaurantes concorridos, curiosidades de propriedades históricas e até endereços de fantasmas), além de resenhas sobre hotéis recém-inaugurados ou não.

Viajamos pelo Brasil, pelas Américas, por Europa, África e Oceania. Mostramos os hotéis nos quais se hospedaram as seleções que disputaram a Copa do Mundo, defendemos o fim da cobrança das cápsulas de café expresso nos hotéis de luxo e estivemos entre os primeiros a conhecer novas propriedades, inclusive no Brasil. Participamos de três ILTMs, a mais importante feira de viagens de luxo. E este foi apenas o começo!

Os melhores hotéis do (meu) mundo em 2018

Já eu dou início a 2019 relembrando meus melhores hotéis de 2018. A lista é dos primeiros meses. Os outros melhores hotéis do meu 2018 estão no próximo post, que você pode ler clicando aqui.

Janeiro. O verão começou no Rio, onde tenho o privilégio de morar. Visitei (e aproveitei) os hotéis cariocas e destaco quatro, aos quais voltei ao longo do ano e que estão em ótima forma para 2019: Belmond Copacabana Palace, Emiliano Rio (também na Praia de Copacabana, no Posto 5, perto de Ipanema), Fasano Rio (no Arpoador) e Santa Teresa MGallery by Sofitel. Todos têm ótimos bares e restaurantes. O Fasano, por exemplo, acaba de inaugurar o quiosque Marea, no calçadão de Ipanema, com bons drinques e umas das melhores vistas para o pôr do sol carioca (foto no alto). Agora é aguardar o Fairmont Rio, a mais importante abertura hoteleira no Brasil em 2019, marcada para 2 de abril. Conto mais sobre este e outros novos hotéis de luxo em 2019 na reportagem de capa da Panrotas, páginas 20 a 29.

Mick Jagger Trafalgar St James
O jovem Mick Jagger no meu quarto no Trafalgar St James | Foto de Carla Lencastre

Fevereiro. Depois do carnaval, meu verão virou alto inverno e desembarquei em Londres debaixo de uma das maiores nevascas que a cidade já viu. A neve não chegou a atrapalhar muito o programa, graças à perfeita localização do Trafalgar St. James, hotel na época recém-inaugurado da Curio Collection. Esta é uma das bandeiras mais interessantes da Hilton, da qual já conheci alguns hotéis e sou fã. Gosto muito da ideia de reunir sob um mesmo guarda-chuva hotéis independentes que têm como denominador comum o interesse pela arte. Cada propriedade demonstra isso de uma maneira. No Trafalgar St. James é através de uma espetacular coleção de fotos em preto e branco de ícones pop, de David Bowie e Mick Jagger a William & Kate, feitas ao longo de quatro décadas pelo britânico David Hogan.

Leia mais sobre hotéis assombrados no Reino Unido.

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Leia mais sobre o H Hotel, da Curio Collection, no Aeroporto de Los Angeles.

Bungalow ovewater Le Taha'a
O amanhecer visto da cama do meu bangalô em Taha’a | Foto de Carla Lencastre

Março. O grande destaque do mês, e do meu ano viajante, foi finalmente conhecer o verão eterno da Polinésia Francesa. Acordar em um bangalô sobre a água azul-turquesa de Bora Bora foi, sem dúvida, a experiência mais incrível do ano. Mas Bora Bora me deixou com uma conjunção adversativa quando o assunto é hotelaria de luxo, sobre a qual escrevi no meu post de estreia deste Hotel Inspectors. O hotel da Polinésia Francesa que entra na minha lista de melhores é o delicioso Le Taha’a, um Relais & Châteaux com jardim de corais praticamente privativo, na ilha homônima de Taha’a.

Canguru The Louise Barossa Valley
Companhia para o café da manhã no Louise, no Barossa Valley | Foto de Carla Lencastre

Abril. Mês de voltar ao Pacífico Sul e à Austrália. Além de Sydney, onde retornei ao sempre moderno e divertido QT (ainda que não seja para todo tipo de viajante), fui também a Melbourne (fiquei no clássico e bom Langham) e conheci a região de South Australia, onde estão Adelaide e o Barossa Valley, uma das principais regiões vinícolas do mundo. O destaque vai para mais um Relais & Châteaux, The Louise, no Barossa, onde você escolhe entre tomar café da manhã vendo cangurus ou admirando vinhedos.

Leia mais sobre grandes marcas de luxo no cenário da hotelaria australiana.

Restaurante The Art, a Hotel Denver
Rochosas ao fundo (e o “oceano”) no restaurante do Art, em Denver | Foto de Carla Lencastre

Maio. Em Denver, fiquei hospedada no correto Hilton City Center e visitei outros hotéis novos ou renovados, sobre os quais você pode ler nesta reportagem para a Panrotas. Chamo a atenção, excepcionalmente, para um hotel no qual não me hospedei, mas fui conquistada pelo serviço: The Art. Levei um tombo espetacular quase na entrada do hotel, onde cheguei com sangue escorrendo em uma das pernas. Imediatamente o segurança me mostrou o elevador que levava ao lobby. Lá, fui rapidamente encaminhada para o banheiro, onde recuperei um pouco da dignidade.

Enquanto esperava a dor diminuir, aproveitei para o conhecer o bar. O drinque veio acompanhado de gelo para o joelho, que realmente não estava em seu melhor momento. Durante todo o tempo em que estive no Art, os funcionários (portaria, lobby, bar e restaurante) foram extremamente atenciosos, perguntando o tempo todo se eu estava confortável, se precisava de médico, de remédio, de mais gelo, de outro drinque… Deixando de lado a experiência pessoal (e subjetiva), o hotel é dos mais bonitos da cidade. Fica ao lado do Denver Art Museum, projetado pelo star architect Daniel Libeskind, e é decorado com diversas obras de arte contemporânea.

Obrigada pela companhia em 2018! Continue com a gente que tem mais

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Novo Palladio MGallery Buenos Aires

Depois de períodos consecutivos de queda no número de visitantes brasileiros, Buenos Aires deve entrar de novo no nosso radar, inclusive para escapadas de final de semana de viajantes do eixo sul-sudeste. O câmbio está novamente favorável para nós (com um real comprando entre 9 e 10 pesos e preços mais uma vez bastante tentadores principalmente para comer e beber bem) e a cidade está mais bonita, limpa e agradável que nos últimos dois anos. E felizmente a boa onda está vindo também com novos hotéis abrindo suas portas por lá. 

Acabo de passar alguns dias em Buenos Aires a convite do Destino Argentina para testar uma das mais esperadas novidades da hotelaria na capital porteña: seu primeiro hotel da bandeira MGallery by Sofitel, da Accor, o Palladio Hotel Buenos Aires MGallery by Sofitel.   

Foto: Mari Campos

Novinho em folha (o hotel ainda está operando em sistema soft opening apenas para convidados, mas já aceita reservas para estadias a partir da segunda quinzena deste mês), fica no centro, já quase Recoleta, com direito a metrô ao lado.  

O design contemporâneo já chama a atenção de cara no lobby, com a própria recepção integrada ao bar do hotel, e o restaurante Negresco Bistrô (que não testamos, mas deve servir pratos da cozinha mediterrânea) logo ao lado. Para o lazer, spa, fitness center e uma gostosa piscina climatizada ao ar livre, exclusiva para hóspedes. 

Foto: Mari Campos

Como toda propriedade que leva o selo MGallery, o Palladio já chega cheio de história. Seu nome é uma homenagem ao arquiteto italiano Andrea Palladio, um dos grandes mestres para os arquitetos europeus que deixaram sua marca em diversos edifícios porteños do século XVIII. O hotel ocupa o local da antiga casa onde nasceu Rodríguez Peña, que serviu de sede de reuniões que culminaram na Revolução de Maio. Um século depois, o imóvel deu lugar a uma residência ao estilo hôtel particulier francês, e a boisserie de carvalho que revestia as paredes dos salões principais da residência foi conservada com maestria pelo hotel. 

No total, são 113 quartos, todos muito espaçosos e com muita luz natural, wifi de excelente qualidade e Nespresso cortesia. Tomadas, adaptadores e entradas USB em abundância, inclusive ao lado da cama – uma necessidade da vida contemporânea que infelizmente ainda não é regra nem para novos hotéis. Os banheiros também são enormes, com muito mármore e banheira e chuveiro separados. Destaque para o fato de que 3 das 4 categorias têm enormes balcões privativos com interessantíssimos jogos de espelhos externos. O hotel conta ainda com uma “suíte presidencial” em estilo loft, com decoração bastante contemporânea e 89 metros quadrados de área. 

Foto: Mari Campos

Fiquei hospedada em uma “suíte deluxe”, a terceira categoria do hotel, com 57 metros quadrados muitíssimo bem distribuídos entre banheiro, quarto, living e um balcão enorme, com vista desobstruída para a Plaza Rodriguez Peña/Jardin de los Maestros, com o belíssimo Palacio Pizzurno do Ministério de Educação logo em frente. 

O café da manhã em sistema buffet também é completíssimo, bastante variado e com ótimos pratos quentes feitos na hora e horário bastante amplo (e com certa flexibilidade para quem parte muito cedo). Mas o destaque ficou mesmo por conta do serviço atencioso e prestativo, dos doormen ao staff do café da manhã. Excelente novidade para a hotelaria da cidade. 

 

 

 

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Hôtel Lutetia, em Paris, e um ‘grand tour’ pela Europa

São 11 os hotéis em Paris com a designação oficial de palácio. O Rosewood Hôtel de Crillon, reaberto há um ano, acaba de receber a distinção. O Ritz Paris, renovado e reaberto há dois anos, ainda está na fila. Além dele, a cidade pode vir a ter mais um em breve, o primeiro na margem esquerda do Rio Sena. O Hôtel Lutetia, reinaugurado em 12 de julho de 2018, depois de quatro anos de obras e vários adiamentos, também já se candidatou à distinção, concedida pelo Ministério do Turismo francês para hotéis que vão além das cinco estrelas.

Pelas fotos e os relatos de quem se hospedou lá nestes primeiros meses, a espera valeu a pena. Vamos conferir a reforma em breve. Enquanto isso, durante a ILTM North America, feira de viagens de luxo realizada há um mês na Riviera Maya, no México, conversamos com Marie-Christine Bittencourt, brasileira que faz parte do departamento de Vendas, e James Baker, diretor de Vendas e Marketing para as Américas da Set Hotels.

A reabertura (e a abertura) do Hôtel Lutetia, em Paris

Os dois representantes do hotel fizeram questão de destacar que o Lutetia é aberto para a cidade. Para seus moradores, que sempre frequentaram o elegante hotel no Boulevard Raspail, em Saint-Germain-des-Prés, e também para visitantes que não necessariamente estão hospedados ali. Este princípio orientou o perfil do restaurante principal do hotel, que optou por manter a Brasserie Lutetia. O menu será assinado pelo chef Gérald Passedat, com três estrelas Michelin em seu restaurante Le Petit Nice, em Marselha.

Bar Josephine Hotel Lutetia Paris
O Bar Josephine no Hotel Lutetia, em Paris, projetado pelo arquiteto Jean-Michel Wilmotte  / Foto de divulgação

Outra aposta no mesmo sentido é o Bar Josephine, em homenagem a Josephine Baker, frequentadora do Lutetia no passado. O bar já foi inaugurado (a brasserie ainda não tem data de reabertura marcada) e o novo design tem a assinatura do francês Jean-Michel Wilmotte, mesmo arquiteto do Mandarin Oriental Paris. Além de uma interessante carta de drinques, tendência que alcançou Paris e seus bares de vinho, o Josephine tem jazz ao vivo sete noites por semana.

Piscina Spa Hotel Lutetia Paris
A piscina do novo spa do Lutetia fica no subsolo, mas recebe luz natural através de uma claraboia / Foto de divulgação

Os brasileiros já redescobriram o hotel nestes três primeiros meses e estão entre os três maiores públicos, junto com os americanos e os próprios franceses.

“Esperamos ainda mais brasileiros, inclusive no bar e no restaurante, que oferecem uma experiência local, por mais clichê que pareça a frase. A ideia é fazer uma releitura da efervescência etílica-cultural que marcou o passado do Lutetia. E hoje o hotel está bem mais aberto para a cidade, mais iluminado. Até o spa, que não existia e foi instalado no subsolo, também recebe luz natural vinda da rua”, conta Marie-Christine.

Banheiro suíte Hotel Lutetia Paris
Banheiro com banheira em mármore e vista em uma das suítes do hotel na Rive Gauche / Foto de divulgação

Se dinheiro não for problema, vale esperar até 2019 para se hospedar no Lutetia, que faz parte da Leading Hotels of the World. As suítes que ficam nos andares mais altos do prédio do início do século 20 estão com a inauguração prevista para dezembro. Durantes as obras, as 230 acomodações originais foram reduzidas para 184. São os maiores quartos da Rive Gauche, com dimensões a partir de 28 metros quadrados e piso em madeira. Alguns dos banheiros têm banheiras em mármores que foram esculpidas no próprio hotel: a pedra veio em blocos direto de Carrara, na Itália. E 95% dos banheiros têm janela com vista.

Sala Living Room Suite Hotel Lutetia Paris
Sala de estar de uma das novas suítes do Lutetia. Todos os quartos têm piso em madeira / Foto de divulgação

O ‘Grand tour’ pela Europa organizado pelo Hôtel Lutetia, em Paris

O Lutetia agora faz parte do grupo The Set Hotels, junto com o Hotel Café Royal, em Londres, e o Conservatorium Hotel, em Amsterdã. Assim como a propriedade francesa, os outros dois hotéis ficam em belíssimos prédios históricos cheios de histórias para contar e com ambientes contemporâneos. Para promovê-los, a Set lançou uma versão século 21 do clássico “Grand tour” pela Europa, com hospedagem nos três hotéis e experiências exclusivas.

“O hóspede faz os percursos entre as três cidades de trem, como era originalmente. E os concierges cuidam de toda a bagagem”, conta James.

O “Grand tour” em sua versão na África

Fairmont Kenya The Norfolk Bar
O bar do Norfolk, na cosmopolita Nairóbi: primeira escala de um “grand tour” pelo Quênia / Foto de divulgação

A ideia de um “Grand tour” contemporâneo inspirou também outra rede de hotel presente na ILTM North America, a francesa AccorHotels, em outro continente, a África. Um roteiro pelo Quênia sugere um itinerário de oito dias com hospedagem nos três hotéis da marca Fairmont no país: o tradicional The Norfolk, na capital, Nairóbi; o Mount Kenya Safari Club, e o Mara Safari Club.

Fairmont Mount Kenya Safari Club - pool with mountain background
Piscina com vista para as montanhas no Fairmont Mount Kenya / Foto de divulgação

Aqui não há ligação de trem entre as cidades, mas a Fairmont cuida das passagens aéreas internas, dos transfers de ida e volta para o aeroporto e de organizar alguns programas, como visitas a orfanatos de animais selvagens.

Mount Kenya animal orphanage bongo
Visita a um orfanato de antílopes na região do Mount Kenya / Foto de divulgação

“Com este nosso roteiro, o hóspede tem experiências diferentes: lifestyle, com arte e gastronomia, em Nairóbi, uma cidade cosmopolita; a paisagem da região montanhosa do Monte Quênia, e, claro, safári na reserva de Maasai Mara”, diz Guillaume Durand, diretor de Vendas e Marketing da Fairmont no Quênia.

Fairmont Mara Safari Club tent
Uma das tendas do Fairmont Mara Safari Club / Foto de divulgação

Leia mais sobre a Shamwari Game Reserve, na África do Sul, alternativa ao Kruger Park.

Leia mais sobre a excelência dos lodges de safári na África do Sul.

Leia mais sobre outros hotéis de luxo apresentados na ILTM North America.

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