Fairmont Rio: piscina com vista para a Praia de Copacabana

Como é o novo Fairmont Rio, o primeiro da marca na América do Sul

A mais esperada abertura hoteleira do Brasil em 2019 aconteceu esta semana, discretamente. O Fairmont Rio de Janeiro abriu as portas segunda-feira no Posto 6, no final de Copacabana, a cinco minutos a pé do Arpoador e do início de Ipanema. Em uma das localizações mais privilegiadas da cidade, é o primeiro hotel na América do Sul da marca de luxo da Accor. E fomos um dos primeiros a visitá-lo.

De frente para o Oceano Atlântico, o Fairmont ocupa um prédio importante na hotelaria de luxo carioca. Nas décadas de 1980 e 1990 chamava-se Rio Palace e era endereço de celebridades em visita ao Rio, que usavam uma discreta saída pelos fundos. Paul McCartney, por exemplo, foi um dos que se hospedou ali em 1990, quando se apresentou pela primeira vez no Brasil, no Maracanã. Mais recentemente, já parte do portfólio da Accor, o hotel funcionou como Sofitel Copacabana. O restaurante Le Pré Catelan, comandado pelo chef francês Roland Villard, com uma estrela Michelin, fez história na alta gastronomia da cidade.

Os detalhes do hotel de luxo Fairmont Rio, em Copacabana

Depois de dois anos de obras, no Fairmont o glamour e as boas vibrações do passado ecoam em um ambiente contemporâneo. A começar pela chegada do hóspede. Na entrada, na Avenida Atlântica, há o Coa&Co Café e uma loja conceito da H.Stern com objetos criados por designers brasileiros. Entre o café e a loja, esta integrada ao lobby, há um balcão onde o hóspede é encaminhado para o check-in, no sexto andar. Aí entra em ação o “fator uau”.

Loja de design brasileiro, com curadora H.Stern, integrada ao lobby | Foto de Carla Lencastre

O sexto andar é onde bate o novo coração do hotel. A recepção dá acesso direto a uma das duas piscinas do Fairmont, com vista espetacular para toda a praia, com o Forte de Copacabana à direita e o Pão de Açúcar à esquerda (foto no alto em destaque). As portas que separam a piscina da recepção são espelhadas, refletindo a paisagem carioca e permitindo um panorama em 360 graus. O sol bate na parte da manhã. Para o sol da tarde, há uma outra piscina, na parte de trás do hotel, ao lado do fitness center e do spa Willow Stream. Com cinco salas de tratamento, o spa característico dos hotéis Fairmont deve ser aberto na próxima semana.

Fairmont Rio: vista do bar Spirit of Copa
A vista do bar Spirit of Copa em uma manhã de inverno carioca | Foto de Carla Lencastre

A piscina principal, voltada para o mar, é ladeada pelo Marine Restô e o bar Spirit of Copa, ambos com paredes em vidro. O novo diretor de bebidas do hotel é o premiado bartender Tai Barbin. O francês Jérôme Dardillac, que assumiu a cozinha do então Sofitel na saída de Roland Villard, continua como chef executivo. A ideia é oferecer cardápio internacional com toque brasileiro. No bufê de café da manhã, por exemplo, tem pain au chocolat e brigadeiro.

É difícil sair do sexto andar, onde a mágica acontece, mas os hóspedes da exclusiva categoria Fairmont Gold têm ainda um lounge exclusivo para café da manhã e happy hour. Fica no quarto andar, onde funcionava o Le Pré Catelan. São 54 apartamentos nesta categoria, todos no último andar do hotel, o 13º, com serviço de mordomo 24 horas.

Divididos em duas torres interligadas, os 375 quartos com varandas, sendo 68 suítes, têm décor elegante e sóbrio, com móveis de designers brasileiros, pisos em tacos de madeira espinha de peixe, banheiros em mármore (alguns com banheira) e os confortos tecnológicos que se espera em um hotel de luxo moderno. Janelas corta ruído garantem o silêncio. O design valoriza materiais brasileiros e obras de arte originais. É assinado pelo escritório da arquiteta Patricia Anastassiadis, de São Paulo, que também desenhou o paulistano Palácio Tangará, da Oetker Collection.

As acomodações estão divididas em quatro categorias: Signature Suite (apenas duas, nos andares mais altos, com dois quartos, living e sala de jantar), outros dois tipos de suíte e os quartos standard, estes com 35 m². Há três opções de vista: praia, que vale cada centavo; lateral, com visão parcial do mar, e cidade, com quartos voltados para o pôr do sol em Ipanema.

Com a inauguração do Fairmont, a AccorHotels continua investindo no Rio e fecha para obras de renovação o Sofitel Ipanema. Na categoria luxo, a rede francesa tem ainda na cidade o charmoso Santa Teresa Hotel Rio MGallery, sobre o qual escrevemos aqui recentemente.

A fachada do Fairmont Rio, em Copacabana
A fachada do Fairmont Rio, em Copacabana | Foto de Carla Lencastre

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Piscina do Andaz West Hollywood

O hotel do rock em West Hollywood, Los Angeles

Em um endereço célebre por diversas histórias envolvendo músicos de rock desde a década de 1960, o Andaz West Hollywood, em Los Angeles, acaba de completar 10 anos em boa forma. A movimentada vida pregressa do prédio é homenageada no décor contemporâneo repleto de referências ao rock’n’roll. O ambiente continua artsy e festivo, ainda que mais comportado.

Foto da Tower Records no lobby do Andaz West Hollywood
Referências ao rock no lobby do Andaz WeHo | Foto de Carla Lencastre

O Andaz é uma das cinco marcas de lifestyle do grupo americano Hyatt. Este foi o primeiro nos Estados Unidos, e o segundo com a bandeira no mundo, depois de Londres. Para lançar a marca nos EUA, a rede fez um retrofit no Continental, hotel lendário das décadas de 1960/70 no mítico Sunset Boulevard. Na época, os nightclubs da Strip e arredores estavam se transformando em clubes de rock. Quem viu “Rocketman” vai se lembrar do Troubadour, aberto em 1957, onde Elton John fez a primeira apresentação nos EUA, em 1970. A casa de shows fica a dez minutos de carro do Andaz.

Procurado por artistas que se apresentavam nos clubes da região, e por seus fãs, o então Continental foi cenário de muitas loucuras, como o rolling stone Keith Richards jogando uma televisão pela janela. A maior delas deve ter sido Jim Morrison, vocalista do Doors, pendurado na varanda do 10º andar, em 1966. Foi expulso do hotel, onde estava morando.

Parte da antiga varanda de um dos quartos do Andaz West Hollywood
Parte da antiga varanda de um dos quartos do Andaz | Foto de Carla Lencastre

Hoje espera-se que os hóspedes não repitam nenhuma das duas cenas, que de qualquer maneira seriam impossíveis. O Hyatt, que administra o hotel desde 1967, inicialmente com o nome de Continental Hyatt House, fechou todas as varandas com vidro há dez anos, na repaginação para a mudança de marca. Com isso, os quartos de frente do Andaz WeHo ganharam uma área envidraçada, com chaise longue, poltrona, mesinha e vistas para a cidade.

As 239 acomodações são amplas e confortáveis, com decoração moderna e bebidas não alcoólicas do minibar incluídas nas diárias. O barulho da Sunset Strip pode incomodar e há protetores de ouvido à disposição nas mesas de cabeceira. O hotel tem piscina no terraço (foto em destaque no alto), uma raridade em Los Angeles, com vista para as colinas de Hollywood e suas casas espetaculares, e lobby acolhedor com sofás e poltronas confortáveis. Ao lado do lobby, o amplo bar e restaurante no térreo, com cozinha aberta, serve um ótimo café da manhã, com bufê e opções à la carte. Chama-se Riot House, uma homenagem ao apelido pelo qual o hotel sempre foi conhecido, que faz um trocadilho com Hyatt House e seus muitos anos de rock’n’roll.

Outros hotéis no Sunset Boulevard, em West Hollywood

Fiquei hospeda no Andaz WeHo mês passado, a convite do Visit California, depois do Internacional Pow Wow (IPW), a maior feira de viagens dos EUA. Esta é uma das minhas áreas favoritas para ficar em Los Angeles. West Hollywood é razoavelmente central, ao lado de Beverly Hills e a mais ou menos o mesmo tempo de carro tanto de Downtown LA quanto de Santa Monica. Dá para ir a pé para casas de shows famosas como The Comedy Store, The Viper Room e Whisky a Go Go. É uma área vibrante, repleta de bons bares e restaurantes, clubes noturnos e lojas charmosas, com muitas opções voltadas para o público LGBTQ+.

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Quase em frente ao Andaz, estão o Sunset Tower e o Mondrian Los Angeles. O Sunset Tower é um clássico da área, com todo um glamour old world em histórico prédio art déco, que já abrigou muitos astros e estrelas de Hollywood. Seu tradicional e concorrido Tower Bar agora tem uma extensão do restaurante na área da piscina, voltada para a cidade.

Piscina com vista no Mondrian Los Angeles
Piscina com vista no Mondrian Los Angeles | Foto de Carla Lencastre

O Mondrian também tem bar com vista na piscina com vista, disputado a partir do pôr do sol. O lobby lembra uma galeria de arte, com obras contemporâneas. Os quartos seguem a vibe sexy que caracteriza os hotéis do Morgans Group, hoje do SBE (SLS, Delano etc.), do qual a rede AccorHotels tem 50%. Philippe Starck assina o design original do hotel, de 1996. O projeto passou por modificações durante a última grande renovação, em 2008.

Accor investe em sustentabilidade e ‘storytelling’ na marca MGallery

Sunset Tower (à esquerda) e BW Plus Sunset Plaza vistos do Andaz West Hollywood
Sunset Tower (à esquerda) e BW Plus Sunset vistos do Andaz | Foto de Carla Lencastre

Entre o Mondrian e o Tower há uma opção sem glamour e mais econômica, mas na mesma localização privilegiada, o Best Western Plus Sunset Plaza. Ao lado do Mondrian fica o novíssimo 1 Hotel West Hollywood. Mais adiante, previsto para abrir em dezembro, encontra-se o West Hollywood Edition. Na direção oposta, pouco depois do Tower, está o quase centenário Chateau Marmont, ícone local. É o único hotel desta parte do Sunset Boulevard com mais histórias que a Riot House. Mas isso fica para outro dia.

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Piscina Santa Teresa Hotel Rio de Janeiro MGallery

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Queijo de cabra empanado com perfeição em meio a plantas que você nunca viu. Raviólis recheados de taioba e repletos de sabor. Pudim de pão com gosto de infância, sorbet de goiaba e queijo. Café acompanhado de cocada com casca de melancia ou de petit four de casca de abóbora. Um cardápio original que evita o desperdício de alimentos foi o destaque de um evento realizado esta semana pela rede francesa AccorHotels, no Santa Teresa Rio de Janeiro MGallery, para promover ações que têm como foco reduzir o impacto de seus hotéis e restaurantes no meio ambiente.

Mesas do restaurante Térèze, no Santa Teresa Hotel Rio de Janeiro MGallery
Térèze, o restaurante do Santa Teresa Hotel | Foto de Carla Lencastre

As metas de sustentabilidade do gigante grupo hoteleiro, que faturou 36 bilhões de euros em 2018, estão reunidas no programa Planet 21. São alinhadas com os 17 Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODSs) da Organização das Nações Unidas (ONU). O cardápio do almoço no restaurante Térèze, elaborado pelo chef Esteban Mateu, atende ao ODS 12, de produção e consumo sustentáveis. Reduzir o desperdício de alimento é um dos principais compromissos da Accor.

Santa Teresa Rio MGallery é hotel com história singular

O evento demonstra que sustentabilidade e valorização da marca são dois conceitos cada vez mais indissociáveis. Não por acaso, entre seus mais de 30 hotéis no Rio, a rede escolheu como cenário o MGallery, marca de hotéis de lifestyle sempre com uma história única para contar em mais de 100 propriedades boutique mundo afora. O Santa Teresa, por exemplo, tem apenas 48 quartos em um casarão de meados do século 19, sede uma fazenda de café e cercado de verde. Não há dois iguais.

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Outra característica da marca é ter bons bares e restaurantes com influências locais. No Santa Teresa estão o Bar dos Descasados e o Térèze, ambos frequentado por moradores da cidade. O restaurante já era bom antes de o Santa Teresa ganhar o sobrenome MGallery. A começar pelo ambiente. Janelões mostram um panorama do Centro do Rio e da Baía de Guanabara, bonito de dia e de noite. Mesas e cadeiras, e alguns objetos de decoração, são em madeira certificada, de demolição ou reflorestamento. Há quase dois anos a gastronomia é comandada pelo chef uruguaio Esteban Mateu, que tem no currículo passagens pelos premiados Pujol, na Cidade do México, e D.O.M., em São Paulo. Mateu deu toques mais latinos ao cardápio da casa.

Almoço e jantar começam sempre com uma referência local. Pães frescos e manteiga com flor de sal chegam à mesa em suportes feitos por artistas das redondezas, que lembram o trilho dos bondes que percorrem Santa Teresa e os paralelepípedos que calçam muitas das ruas deste bairro histórico no Centro do Rio. Todos os outros pratos são serviços em louças antigas ou novas feitas em ateliês locais. No menu sustentável do evento da Accor, em seguida veio um crudo de pescado, com ají amarelo e quinoa crocante. O grupo está comprometido em retirar peixes de espécies ameaçadas dos cardápios dos restaurantes de todos os seus hotéis. No caso do Santa Teresa, uma rede de 80 pescadores do Rio atende ao restaurante. A cozinha adapta os pratos ao que tiver sido pescado a cada dia.

Valorizar pequenos produtores locais é outro compromisso. As plantas alimentícias não convencionais (pancs) do menu criado por Mateu vieram da vizinhança, do coletivo Organicidade, que promove biodiversidade alimentar através de agricultura urbana. O ravióli de ervas da floresta já faz parte do cardápio normal do restaurante (está inclusive no menu degustação) e o pudim de pão é servido no bufê do café da manhã. Fico na torcida para que também entre no cardápio o queijo de cabra com picles e pancs, meu prato favorito do almoço por sua variedade de texturas, sabores e cores locais.

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Hotelaria na Nova Zelândia: Auckland e Wellington

Acabei de voltar da Trenz 2019, a maior feira de viagens da Nova Zelândia, este ano realizada em Rotorua, cidade termal na Ilha do Norte. O número de visitantes brasileiros tem crescido nos últimos três anos, por conta do voo direto Auckland-Buenos Aires, lançado pela Air New Zealand em dezembro de 2015. Depois do evento, continuei por lá e estive em Wellington, a convite do Turismo do país, e fiquei alguns dias em Auckland.

Para ver os números e as perspectivas da Air New Zealand em relação a esta ligação direta, clique aqui. Já as metas do Tourism New Zealand estão neste link. A reportagem para a revista Panrotas pode ser lida aqui.

Auckland, maior cidade e porta de entrada no país, está passando por uma transformação recente na hotelaria de luxo, devido ao crescimento da demanda, com altas taxas de ocupação (média de 86,9%). A expectativa é de mais quatro mil quartos até 2023, em quase duas dezenas de diferentes hotéis, principalmente nas categorias quatro e cinco estrelas.

Entre eles, para meados deste ano, é aguardada a inauguração do Park Hyatt, com 190 quartos. Em 2022, será a vez do Ritz-Carlton, com 265 quartos, e do InterContinental, com 244 quartos. O grupo IHG planeja também um Hotel Indigo, com 225 quartos, para 2021.

Park Hyatt Auckland
Park Hyatt Auckland, com inauguração prevista para este ano | Foto de Carla Lencastre

Leia mais: Marcas de luxo mudam o panorama da hotelaria australiana

Em um prédio novo, em fase final de acabamento, o Park Hyatt terá 195 quartos e fica ao lado da marina do Wynyard Quarter. Antiga área industrial sem grandes atrativos, na última década o bairro passou por transformação urbanística e hoje tem ocupação mista, com novos prédios residenciais e comerciais, além de bares e restaurantes. Nesta região as construções chamam a atenção pela horizontalidade, e têm cinco ou seis andares.

O Wynyard Quarter é também o endereço do Sofitel Viaduct Harbour. O primeiro hotel a ser aberto no bairro vai completar sete anos e tem áreas comuns bem conservadas e convidativas em torno de um bonito espelho de água interno. Mas o grande trunfo da AccorHotels em Auckland é o So, com 130 quartos, inaugurado no final do ano passado.

A localização é ótima: ao lado das lojas de grife do Britomart e da Queen Street; a poucos metros do Ferry Building, de onde saem barcos para outros pontos de Auckland, e a dez minutos de caminha da SkyTower, torre símbolo da cidade, de onde é possível se jogar em um bungee jump urbano. Em tons escuros, com alguns vibrantes pontos em vermelho, o lobby com piso de mármore negro todo So transborda na categoria design arrojado. Tem um bar movimentado no lobby, o Mixo, e outro no terraço, Hiso.

Um dos quartos do M Social Auckland | Foto de Carla Lencastre

Na categoria lifestyle, gostei do M Social, onde me hospedei, em frente ao porto. Aberto a pouco mais de um ano, é uma nova e moderna bandeira do grupo britânico Millennium Hotels. Todos os 190 quartos neste hotel de 12 andares são de frente, com janelas de parede a parede e decorações únicas. Os quartos têm móveis em madeira clara em estilo escandinavo, ambientes coloridos e divertidos e detalhes de inspiração náutica, além de máquina de café expresso e muitas tomadas e entradas USB nos quartos. Oferece um bom café da manhã no bar e restaurante Beast & Butterflies, no térreo, endereço bem gostoso.

Arte e história nos hotéis de Wellington

Em Wellington, o grande destaque é o QT, marca australiana que investe pesado em design e encontrou um parceiro perfeito ao botar sua marca no já existente Museum Hotel. O nome não é retórico. O prédio abriga uma incrível coleção de arte contemporânea, com mais de uma centena de obras e ênfase em artistas neozelandeses.  Tem um bar e restaurante lindo e superconcorrido, o Hippopotamus, com janelões voltados para a marina e o porto, candelabros, dourados, espelhos, garrafas de absinto no bar. Os 63 quartos são coloridos e iluminados, e os roupões são pretos, como os do hotel em Sydney. O QT fica ao lado do fabuloso museu Te Papa, fundamental para entender um pouco a cultura maori. A rede QT Hotels está se expandindo na Nova Zelândia e tem chegada prevista para Auckland em 2020, com um hotel de 150 quartos.

Fiquei hospedada no DoubleTree by Hilton, aberto há menos de um ano. O hotel é bem localizado, quase ao lado do InterContinental e da estação do Cable Car, e perto do porto. Fica em um prédio de 1928, com sete andares e 106 quartos com décor sóbrio inspirado nos detalhes art déco originais e confortos modernos, como máquina de café expresso e muitas tomadas e carregadores USB. Espelhos e detalhes em dourado dão um toque elegante aqui e ali. Parte dos quartos laterais tem janela minúscula, colada a um prédio de escritórios. Ainda que os ambientes sejam espaçosos, a sensação é de entrar em uma caverna. O que é parcialmente compensado pelo restaurante cheio de luz no café da manhã.

DoubleTree by Hilton Wellington
Quarto do novo DoubleTree by Hilton em Wellington | Foto de Carla Lencastre

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ILTM Latin America traz novidades da hotelaria

Na semana passada, a ILTM Latin America, mais importante evento de turismo de luxo na América Latina e um dos maiores do mundo, discutiu os rumos do turismo de bem-estar e revelou as principais novidades da hotelaria internacional.

Apostando no tema #backtolife, a feira reuniu em São Paulo os mais importantes DMCs, hoteleiros, operadores, agentes de viagem e mídia do mundo, em edição recorde (foram 100 novos expositores e 100 novos agentes a mais este ano).

O evento ressaltou a importância das viagens de bem-estar e das experiências cada vez mais exclusivas e personalizadas como chave fundamental para o mercado de luxo. Afinal, só em 2017, consumidores latino-americanos gastaram quase 35 bilhões de dólares no turismo de bem-estar e este número ainda deve crescer bastante nos próximos anos.

Durante o evento, representantes das principais propriedades e grupos hoteleiros do mundo apresentaram suas adaptações frente a este novo cenário – além de inúmeras aberturas de hotéis para os próximos meses e anos, é claro.

Detalhe da piscina aquecida do novo Hyatt de Santiago. Foto Divulgação.

O grupo Hyatt anunciou seus serviços Hyatt Privé, que funcionam como uma espécie de consultor exclusivo de viagens para os mais importantes clientes do grupo, desenvolvendo para eles experiências exclusivas em cada estadia em mais de 35 destinos. Nas futuras aberturas, destacaram o Hyatt Centric San Salvador, o Andaz Palm Springs e o Park Hyatt Kyoto, para este ano, e Park Hyatt LA, Park Hyatt Niseko, Park Hyatt Los Cabos, Grand Hyatt Cayman, Park Hyatt Mexico City e Andaz Turks & Caicos para os próximos dois anos. E o grupo ainda ressaltou a importância da nova associação do programa World of Hyatt com a American Airlines para acúmulo e uso de pontos.

A rede Marriott, através de sua vice-presidente global de Vendas, Louise Bang, destacou o novo papel da hotelaria neste cenário. Com a sociedade cada vez mais consciente sobre saúde, marcas hoteleiras adotaram o bem estar como parte integral de sua missão, maximizando o design de quartos (incluindo mais espaço e espelhos inteligentes que podem guiar e interagir com os hóspedes durante seu treino), criando opções de cardápios mais saudáveis e, de caminhadas a aulas de culinária, ampliando as experiências de bem-estar para seus hóspedes.  

Com portfólio diverso de marcas tão diferentes entre si (mas com personalidades tão bem definidas), a Marriott também anunciou durante a feira mais novidades de seu novo programa Bonvoy, que agora possibilita aos hóspedes trocar seus pontos também por experiências exclusivas em cada propriedade. Das principais renovações do grupo, ganharam destaque as propriedades de Dorado Beach, Roma e Porto Rico. Nas inaugurações hoteleiras, destaque para Bulgari Shanghai, JW Marriott Maldives, W Costa Rica, W Dubai The Palms, W Aspen, W Ibiza, Hôtel de Beni Paris, Solaz Los Cabos, Matilde Palace Budapest, Times Square Edition e The West Hollywood Edition.

Detalhe do Acqualina, um hotel do portfólio da Leading Hotels of the World. Foto: Mari Campos

A Leading Hotels of the World, que agora conta com mais de 400 hotéis em 80 países (85% deles hotéis familiares e 95% administrados de forma independente), confirmou a entrada de 30 novas propriedades a seu portfólio neste 2019. Durante a coletiva de imprensa, a diretora de marketing e PR Sheila Mueller destacou o sério e longo processo para aceitação de uma nova propriedade no portfólio e como os concierges dos hotéis da Leading desempenham papel fundamental nas experiências cada vez mais exclusivas criadas para os hóspedes.

A Accor Hotels anunciou as novidades de seu novo programa ALL (Accor Live Limitless) para os próximos meses e a mudança de foco da empresa no mercado de luxo – incluindo um novo approach para a marca Sofitel, que passa a usar o slogan “the French way”. O grupo também anunciou novos investimentos na marca Pullman, que ganha novas unidades na América Latina, e destacou as futuras aberturas dos hotéis Fairmont em Los Angeles e no Rio de Janeiro (o primeiro Fairmont da América Latina), do Sofitel Cartagena, do Pullman São Conrado, do M Gallery Buenos Aires e dos novos Raffles em Dubai, Londres e Boston.

A rede Mandarin Oriental enfatizou a esperada reabertura do Mandarin Oriental Hyde Park London (sobre o qual falaremos mais aqui adiante) as aberturas da rede em Dubai, Doha, Lago di Como e Beijing (que tem os maiores quartos da cidade e já virou flagship na China). Ganhou destaque também o Mandarin Oriental Santiago (que visitei neste mês), com inauguração oficial confirmada para dezembro. A maior novidade ficou por conta do fato da rede já ter confirmada a inauguração de uma segunda unidade na América Latina, também no Chile, em Viña del Mar, nos próximos anos.

A Four Seasons, que vem investindo pesado em iniciativas de marca (como o seu muito bem sucedido private jet), enfatizou as próximas aberturas do grupo em Boston (no mais alto edifício da cidade), em Napa Valley, Filadelfia, Los Cabos, Madri, Bangkok e uma segunda unidade em Megève (Les Chalets du Mont D’Arbois).

Durante a ILTM Latin America, a BLTA (Brazilian Luxury Travel Association, que reúne em seu portfólio 34 hotéis de luxo brasileiros independentes) inaugurou um grande mural (9,7 m x 3,3 m) em parceria com o artista Fernando Garroux, o Garu, para ressaltar a diversidade e a importância de se preservar os biomas brasileiros, já que turismo de luxo e sustentabilidade são indissociáveis (dá pra ler mais sobre o mural aqui).

Dá pra ler mais sobre outras novidades e tendências reveladas na ILTM Latin America 2019 também aqui.

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