menos para as mídias sociais na busca de informações em viagens?

Uma surpresa a ser mais explorada a afirmação do IPK essa semana sobre a menor relevância das mídias sociais na escolha de destinos turísticos. Além de ser uma opção de menor escolha para os pesquisadores de viagens, também mostra que ainda permanece relevante a pesquisa em sites de operadores.

Há 10 anos, em todo o mundo, 46% das pessoas recorriam à internet como fonte de informação na decisão e organização de sua viagem. Sabe quanto é hoje? 82%, quase unanimidade. Mas que internet? Aonde? Muito se fala sobre o papel do marketing digital, ótimo, e das mídias sociais como grandes impulsionadores das buscas para viagens. Será que isso não é bem assim?

O informe do World Travel Monitor 2018, feito pelo IPK, diz alguns meios tradicionais e os intermediárias ainda são relevantes. Em pesquisa realizada em cerca de 90% dos mercados emissores pelo mundo, foram identificados os locais na internet em que as pessoas mais fazem buscas de informações para viagens, e os sites ganham. Os mais usados, em múltiplas escolhas, são de hospedagem (45%); destinos (37%); cias aéreas (32%); reservas on-line como Booking e Expedia (26%); opiniões como TripAdvisor (20%), operadores de turismo (19%) e redes sociais (19%).

Ok, mas quais são essas mídias sociais? Importante saber para ver aonde vamos apostar nosso conteúdo e nosso dinheiro: blogs de viagens, fóruns de viagens e redes sociais como Facebook e Instagram. Também o relatório aponta quais seriam os outros lugares, além da internet, que as pessoas buscam informações, e permanecem fontes que conhecemos há tempo: 33% nas agências de viagens; 27% com amigos e parentes; 13% em guias de viagens e 8% na imprensa, TV e rádio.

Opa! Ainda precisamos então levar em consideração duas coisas que parecem ainda ser relevantes em nossa indústria quando se trata de conteúdo, de informação, de subsídios para vendas e promoção de destinos. Primeiro são os intermediários, operadores e agentes de viagens continuam como meios importantes na informação, e claro, na venda; o segundo são as pessoas, guias de turismo e a tradicional mídia (com menos importância do que as demais fontes). Quais os canais usados por sua empresa? Você concorda que o marketing é on-line, mas também off-line no que diria Kotler para o marketing 4.0?

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Jeanine Pires

Professora e empresária, tem 19 anos de experiência em turismo e eventos. Diretora da Pires & Associados e da MATCHER Travel Business.Suas principais atividades são a realização de Planos de Marketing de Destinos Turísticos e palestras no Brasil e no exterior. Presidiu a EMBRATUR de 2006 a 2010, onde também foi Diretora de Turismo de Negócios e Eventos. Liderou o trabalho de promoção do Brasil como destino turístico no exterior, os programas de captação de eventos internacionais e a agenda de promoção do Brasil de 2003 a 2010. Participou da elaboração do Plano Aquarela - Marketing Turístico Internacional do Brasil em 2005 e também coordenou sua versão para 2020. Nos Convention & Visitors Bureaux de Maceió e Recife como diretora executiva, desenvolveu os programas de marketing de lazer e eventos para aquelas cidades entre 1997 a 2002. Esse blog reflete opiniões pessoais e não tem qualquer vínculo institucional

8 thoughts on “menos para as mídias sociais na busca de informações em viagens?

    1. Pois é Eduardo, pelos dados que mostramos o ideal é uma combinação de várias formas de comunicação on-line e também off-line; sem esquecer que o que mais marca é a experiência que as pessoas têm nos destinos e depois contam a amigos e parentes.

    1. Pois é Eduardo, pelos dados que mostramos o ideal é uma combinação de várias formas de comunicação on-line e também off-line; sem esquecer que o que mais marca é a experiência que as pessoas têm nos destinos e depois contam a amigos e parentes.

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